domingo, 30 de dezembro de 2007

A Lenda

Há cerca de oito anos atrás mandei vir da Amazon este livro:

Não me perguntem porquê, mas sempre fui atraído por histórias de uma Terra cheia de cidades desertas, apenas percorridas por um punhado de gente, "livres" para fazerem o que quiserem. Quando vi que a sínopse deste livro era a história de Neville, o último homem na Terra, a tentar sobreviver a uma horda de "vampiros"/zombies, encomendei-o logo. Adorei o livro e este história ficou-me sempre na cabeça e fiquei ainda mais espantado quando soube que tinha sido escrito em 1954, portanto foi com altas expectativas que fui ver a sua adaptação ao cinema:


"I Am Legend", tem Will Smith como protagonista e confesso que quando soube isto pela primeira vez, torcei um pouco o nariz. Para ser sincero, gostei bastante da interpretação do Will, o último ser humano no planeta, que luta para encontrar uma cura e luta para manter a sanidade mental. Também gostei muito do ambiente criado em Nova Iorque, uma das maiores cidades do mundo, completamente silenciosa. Gostei dos primeiros momentos de suspense no escuro e de ver a rotina diária deste homem. Adorei a relação de Neville com Samantha, a sua cadela(protagonista de um dos momentos mais tristes do filme). O que não gostei: de algumas alterações à história original(as quais não vou mencionar aqui de modo a não estragar a história a ninguém) nos hábitos do personagem e num dos momentos da história, mas a mais flagrante foi o final, que apesar de ser semelhante ao livro, não carrega o mesmo peso simbólico que a versão literária apresenta. E os "vampiros", mas o que é aquilo??? Umas coisas feitas em computador que mais parecem bonecos do que outra coisa. Isso desiludiu-me bastante! Com tanto dinheiro que tinham, não podiam ter feito melhor?? Olhem para o 28 Weeks Later, aqueles é que são zombies raivosos a sério! E não vejo ali nada feito a computador. Bom, resumindo, mais um exemplo de um film e com uma excelente primeira parte, que tinha tudo para ser uma clássico, mas que descanba para a velha fórmula pera-lá-que-temos-que-dar-um-final-heróico-e-bem-americano-à-coisa. Mas apesar disso tudo, irei à mesma juntá-lo a minha colecção de dvds quando sair pois gostei do ambiente geral e da actuação.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Tropa de Elite

Este tarde estive a ver este filme brasileiro chamado Tropa de Elite, do realizador José Padilha. Lembram-se do Cidade de Deus? Pois se gostaram do Cidade vão adorar este filme. O filme assenta num relato narrado por um dos protagonistas do Batalhão de Operações Especiais (os BOPE), forças essas que combatem em duas frentes: o tráfico de droga nas favelas e, a corrupção dentro da própria polícia federal. Digamos que são o equivalente à SWAT, e são uma força implacável na qual a corrupção não entra. O narrador desta história é o Capitão Nascimento. Ele quer deixar o posto, pois está prestes a ser pai e tem ataques frequentes de pânico. Aos poucos, começa a ver nos aspirantes Neto e Matias, amigos de infância que dividem a mesma indignação com toda a corrupção que vêem na polícia convencional, um possível substituto. O filme divide-se em várias frentes dando-nos a conhecer os vários protagonistas da história e as suas motivações, tudo isto guiado pela narração do Capitão Nascimento. Seguimos as vidas de cada um e o momento em que as três se juntam (quando Neto e Matias começam as provas de selecção dos BOPE, lideradas pelo Capt. Nascimento e até ao desfecho do filme).
Posso dizer que tinha adorado o Cidade de Deus, mas achei este filme tão bom ou mesmo melhor que o Cidade de Deus! É um retrato duro e violento da sociedade do Rio de Janeiro, numa história intensa, realista em que não há bons nem maus, mas antes se expôem claramente a corrupção e a violência, mostrando mesmo execuções sumárias e torturas executadas pela policia, para obter denúncias e testemunhos. A polícia federal fez várias tentativas através dos tribunais, para evitar a estreia do filme nas salas. Mas para evitar que fosse censurado ou que não chegasse ao público, o mesmo foi distríbuido na internet meses antes de chegar ao cinema.
O protagonista "transpira" intensidade por todos os poros e a realização crua e dura, transporta-nos para um Rio de Janeiro prestes a explodir a qualquer momento. Recomendo que vejam este filme assim que puderem pois é um dos grandes filmes de 2007 e uma bela surpresa. Podem ver o trailer aqui.

Duelo de Titãs!

Há pouco tempo tive o prazer de ver o dvd dos Humanos no qual está o concerto que eles deram no Coliseu. O concerto foi todo excelente mas fiquei esmagado quando vi este dueto/duelo.



Admito a minha ignorância e não sei se foram eles que inventarem a letra ou se é uma cover, mas está excelente. Ainda por cima é cantada pelas duas vozes portuguesas que mais gosto. Mas mais que a música em si é a actuação e a energia transmitida pelos dois! Devem ter-se divertido à brava a cantar isto. É verdade, colei a canção "O corpo é que Paga" pois estava logo a seguir e não fui capaz de cortar ao meio.

Pequena adenda:
Fiquei a saber que esta canção é originalmente dos Sparks, um grupo americano formado em 1970. Podem ver a música original aqui. Agora digam lá qual das actuações gostaram mais?

domingo, 23 de dezembro de 2007

Achmed deseja-vos um Bom Natal!

Ahhhh, nada como uma bela canção de Natal!


Bom Natal e Boas Festas para todos!!

sábado, 22 de dezembro de 2007

Chegou!!!

Esta semana chegou-me finalmente às mãos este documentário:
Já há muitos anos que oiço falar nisto. Já pensava que nunca iria coneguir vê-lo pois já há muito tempo que andava à procura disto e nunca encontrava em dvd (só encontrava em vhs!). Quando o vir logo digo de minha justiça!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

31 de Janeiro 2008, Uma Data a Memorizar!

Nem vou fazer comentários. (Uma nota importante, não vejam este trailer se não viram a 3ª série completa pois contém grandes spoilers)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

O piano

Um aspecto que acho fundamental à minha vida, e penso que à vida de muita gente, é a música. Sinceramente não consigo imaginar um mundo sem música. Uma coisa que gostava muito era de aprender a tocar um instrumento musical, principalmente o piano. Adoro a sua sonoridade e adoro como nos pode fazer passar por vários estados emocionais. Uma das minhas peças de piano favoritas é esta:

"The Heart Asks Pleasure First", de Michael Nyman.


Não sei se já vou tarde ou não, mas juro que um dia experimento tirar uma lições só para ver o que sinto. Até lá, se calhar vou fazendo como este tipo mais abaixo: